O que é a terapia dos esquemas e como ela direciona a sua vida

por | 21, ago 2020 | Desenvolvimento Pessoal | 0 Comentários

A psicoterapia cognitiva tem objetivado encontrar um tratamento efetivo para os transtornos de personalidade e comportamentos dependentes. A Terapia dos Esquemas tem, justamente, trabalhado para essa finalidade.

Nesse sentido, de acordo com seu idealizador, Jeffrey Young, existem limitações na terapia cognitiva tradicional que estão relacionadas aos distúrbios de personalidade mais severos.

Nos estudos de Young, alguns pacientes não conseguiam responder a algumas suposições fundamentais em curto prazo, como por exemplo: acesso a sentimentos/pensamentos, identificar problemas, motivação, entre outros.

Essas dificuldades interpessoais, em longo prazo, poderiam originar transtornos de personalidade.

Por isso, surgiu a necessidade de superar essas limitações, além de sistematizar uma abordagem focada nos “esquemas cognitivos”.

Dessa forma, esse novo tipo de terapia é um modelo clínico integrativo voltado para atender melhor a complexidade humana.

Continue lendo o artigo caso você queira entender melhor sobre o assunto.

O que é a terapia dos esquemas?

Os “esquemas foco” são conhecidos por Esquemas Iniciais Desadaptativos (EID) e são definidos como uma relação existente entre suas próprias atitudes e o ambiente que não atende às necessidades emocionais básicas.

Por exemplo, afeto e segurança.

Sendo assim, eles são padrões de sentimentos e percepções da pessoa em relação às situações da vida.

Normalmente, essa condição emocional surge durante infância e é capaz de marcar todas as emoções e comportamentos disfuncionais da vida adulta.

Esse esquema, então, é o precursor do surgimento e permanência de padrões problemáticos.

Nesse sentido, de maneira prática, esse padrão pode ser identificado quando uma pessoa reage impulsivamente, na maioria das vezes, sem nem compreender o próprio comportamento.

Isso acontece porque há ligações inconscientes relacionadas a eventos do passado e caso a pessoa possua esse esquema disfuncional, vai agir por reflexo sem nem sequer perceber.

Desse modo, a Terapia dos Esquemas vai utilizar de técnicas cognitivas, comportamentais e emocionais para buscar a raiz do seu problema. 

Quais os benefícios da Terapia dos Esquemas?

A Terapia do Esquema apresenta grande efetividade quando relacionada a problemas crônicos e resistentes a outras abordagens da psicologia, como é o caso dos transtornos de humor, ansiedade ou de personalidade.

Além disso, a técnica possibilita aprofundamento de questões do passado, o que auxilia no tratamento de problemas que seriam despercebidos na terapia tradicional.

Nesse sentido, é comum pacientes com transtorno de personalidade não procurem tratamento sozinhos, pois não conseguem perceber seus padrões disfuncionais. 

Então, por imposição de outras pessoas, acabam não aderindo tratamentos convencionais, uma vez que traços desadaptativos estão inseridos na personalidade e são difíceis para paciente percebê-los como negativos. 

É por esse motivo que é encontrada tanta resistência ao processo terapêutico. 

Por isso, a Terapia dos Esquemas é uma boa alternativa, pois os sintomas serão abordados mais profundamente e as relações inconscientes serão explicadas.

Isso permite uma grande mudança na estruturação psíquica do paciente.

Portanto, essa integração existente entre diferentes abordagens da psicologia encontrada nesse esquema, possibilita uma ampliação das ferramentas de trabalho do psicólogo que, como consequência, pode desenvolver uma psicoterapia mais efetiva e funcional.

Como a Terapia dos Esquemas é aplicada? 

O tratamento com essa terapia se organiza em duas fases: a avaliação do caso e a mudança dos esquemas. 

Primeiro, há a construção do vínculo terapêutico, em que o psicólogo explica o sobre o modelo e ajuda o paciente a descobrir quais são os seus esquemas disfuncionais.

À medida em que eles são identificados, as origens começam a ser investigadas e novas estratégias, de acordo com a necessidade de cada paciente, são usadas que sejam desenvolvidas maneiras de lidar com essas situações. 

A segunda etapa é chamada de “modificação de esquemas” e o objetivo é revivê-los dentro da clínica, para assim possibilitar uma ressignificação a partir de modelos mais saudáveis de relacionamento.

Essa etapa pode ser feita a partir de alguns métodos, como, por exemplo:

  • Uso de recursos artísticos para evocar sentimentos ou reações
  • Registro de pensamentos automáticos
  • Identificação de distorções cognitivas
  • Catarse emocional

Conclusão

Portanto, para que a Terapia dos Esquemas seja bem aproveitada, é importante a existência e fortalecimento de um vínculo terapêutico para que o paciente tenha confiança e queira melhorar.

Só assim será possível identificar suas crenças limitantes e encarar o desafio de transformá-las.

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