O que são birras? Como lidar com elas?

por | 25, ago 2020 | Coaching | 0 Comentários

Você sabia que muitos pais evitam levar as crianças para mercado ou lojas por sentirem medo delas começarem a fazer birra e eles não conseguirem controlar? 

Com certeza você já presenciou uma cena dessa. 

A criança começa a chorar e em poucos minutos já está gritando em plenos pulmões, esperneando, se jogando no chão e, dependendo do humor da mesma, até quebrando as coisas.

Para o telespectador é uma situação bem desconfortável de observar, mas para os pais é desesperador.

Bem, a verdade é que as birras dos pequenos são capazes de deixar qualquer adulto sem reação, ainda mais quando acontecem em público.

Seja pelo motivo que for, às vezes porque quer um brinquedo ou não quer terminar determinada refeição ou até por ter recebido um “não”, as crianças não gostam de se sentir contrariadas.

Sendo assim, as birras são a forma que elas encontraram de expressar toda as emoções que estão sentindo, uma vez que não sabem ainda como nomeá-las ou encontrar soluções. 

Continue lendo esse texto para saber como lidar com essa fase das crianças.

Por que a birra acontece? 

O cérebro da criança na primeira infância ainda não foi completamente desenvolvido.

Nesse sentido, no momento do nascimento, o neocórtex (parte superior de massa cinzenta do cérebro) está incompleto.

Isso significa que a área do cérebro responsável pelas capacidades diretamente ligadas a autonomia de um indivíduo, como o pensamento analítico, reflexão, solução de problemas e planejamento, ainda não está corretamente desenvolvida.

Esse é o ponto evolutivo que explica biologicamente as birras, pois cerca de 76% do cérebro depende especificamente desta parte.

Nesse panorama, a birra infantil funciona como se a parte mais primitiva do cérebro fosse acionada.

No entanto, é preciso ficar atento a esse comportamento pois, segundo a neurociência, pode significar que algumas emoções mais sérias e que exigem atenção, como a raiva ou o medo, estão sendo demonstradas.

O resultado disso é uma criança superexcitada e com altos níveis de substâncias químicas associadas ao estresse percorrendo seu corpo, o que pode ser muito prejudicial e, inclusive, gerar problemas futuros.

A criança fez birra e agora? 

Com certeza os pais já tentaram conversar diversas vezes com a criança e mostrar como é feio ou errado fazer birra, tentaram demonstrar a parte lógica da situação e, provavelmente, a criança não mudou o comportamento.

Isso não diz absolutamente nada sobre nenhum dos dois. Nem os pais e nem as crianças são ruins. 

É preciso ter paciência, porque essa fase vai passar. 

O melhor a se fazer é buscar maneiras para melhorar a situação quando a birra acontecer. Observe os exemplos a seguir: 

  • Procure atrair atenção da criança para outra atividade ou coisa, dessa forma, ela pode acabar esquecendo da frustração de não ter o desejo principal correspondido
  • Oferecer outras opções ao invés de negar. Por exemplo, se o seu filho quer brincar na garagem, mas lá é cheio de ferramentas perigosas, ao invés de falar que não pode, o chame para brincar na sala, sendo bem convincente.
  • Resolva o conflito sem violência. Bater e xingar nunca são a solução, além de os resultados não serem efetivos ou duradores podem contribuir para criar traumas nos seus filhos que vão aprender a te temer e não respeitar.

Conclusão

Portanto, por mais que a fase das birras seja chata, ela também é passageira, essa é apenas um sintoma de que a criança não está conseguindo lidar com uma frustração e ainda não sabe outra maneira de se comunicar. 

Não perca sua paciência, ensine ao seu filho que ele pode e deve confiar em você.

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