Por que parecemos com as cebolas?

por | 25, jul 2020 | Propósito de Vida | 0 Comentários

O autoconhecimento nem sempre é uma jornada indolor e instantânea, alguns males são mais difíceis de sanar do que outros, principalmente, aqueles do nosso interior. 

Antes de começar a explicar melhor sobre esse assunto, você provavelmente já reparou que a cebola tem camadas, certo? Usaremos essa metáfora para discutir sobre o caminho do autoconhecimento

As camadas da cebola vão da parte exterior para as mais internas e cada uma delas apresenta sua própria complexidade e importância.

Do mesmo modo acontece com os seres humanos e suas questões, todo e qualquer sentimento ou reação é resultado de algo mais profundo, possui uma raiz.

Caso você se interesse por esse conteúdo, leia até o final do artigo. 

Como funciona na prática a teoria da cebola no autoconhecimento

Para compreender melhor a metáfora da cebola, observe a seguinte situação: um adolescente adorava ir à escola, era dedicado, porém não gostava de estudar em casa, os pais achavam que era preguiça.

O adolescente simplesmente não conseguia estudar em casa. Depois de muita análise, foi identificado que a raiz do problema era que, na infância, sua mãe o obrigava a estudar em casa sozinho – e ele não gostava de solidão. 

Logo, sua mente criou associações entre estudar e solidão, assim, a preguiça era, na verdade, um “não quero ficar sozinho”.

Geralmente, as pessoas não fazem vínculo entre aquilo que as impedem de avançar e as lembranças de sua causa, isso é comum dos seres humanos. 

Nesse sentido, esses desequilíbrios ocorrem não por vontade própria, mas estão diretamente ligados ao nosso inconsciente.

Na maioria das vezes, os sentimentos mais profundos são os responsáveis por pesar na hora da tomada da decisão e você nem se dá conta do motivo que te levou a fazer isso.

O autoconhecimento significa estar consciente de quem você é, bem lá no fundo, na essência, quais são as características que te definem, que fazem você agir dessa maneira.

A necessidade da prática do autoconhecimento

O autoconhecimento deveria ser parte essencial, porém negligenciamos esse exercício.

Isso acontece, porque é difícil enxergar e aceitar nossos próprios defeitos, tememos olhar no espelho e não reconhecer quem está sendo refletido.

Por conta disso, muitas pessoas escolhem continuar a viver suas vidas repetindo os mesmos erros, hábitos, sem tomar responsabilidade por seus atos e aceitando apenas o que é conveniente. 

É muito mais fácil transferir a culpa para fatores externos do que ter que aceitar que ela pode vir de dentro e nós somos responsáveis por nossos próprios erros e a consequência deles. 

Retomando mais uma vez a metáfora, o autor norte-americano Mark Manson afirma que o autoconhecimento é como a cebola ao afirmar que: “cheia de camadas e quanto mais você descasca, mais provável que comece a chorar em momentos inadequados”.

Uma vez que a porta para os sentimentos reprimidos for aberta, se prepare, pois todos eles irão sair!

Portanto, a maior importância de praticar o autoconhecimento é reconhecer os seus gatilhos, o que você não admira em você mesmo, quais comportamentos ou ações tem a capacidade de te irritar, entre outros.

Mesmo que seja uma tarefa dura, se você tiver humildade para aceitar e força para enfrentar suas defesas, o primeiro passo para se olhar no espelho sem a máscara do ego foi dado.

Conclusão

Assim, o único que pode ser responsabilizado por seus resultados é você mesmo, lembre-se disso, caso esteja passando por algum problema muito desafiador, a resposta está dentro de você.

Analise seus sentimentos, se conecte com o seu interior e busque a camada mais profunda, 

Conheça a si mesmo, aceite todas as suas partes, mude o que não te agrada e evolua sempre para o melhor.

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