Por que precisamos manter relações pessoais?

por | 15, set 2020 | Networking | 0 Comentários

Dentro da área da sociologia, as relações pessoais podem ser aquelas que são definidas como um conjunto de interações entre os indivíduos ou grupos sociais, em casa, na escola, no trabalho ou na rua mesmo.

Em outras palavras, são diferentes formas de interação que ocorrem em diversos espaços sociais que não precisam ser pré-definidos e podem ocorrer tanto de maneira natural quanto movido por interesses individuais.

Nesse sentido, todos os homens possuem uma característica em comum: são seres sociais. 

Isso significa que foi a partir da capacidade evolutiva sociabilização que toda a sociedade se desenvolveu.

Pensando nisso, a Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, nos Estados Unidos, promoveu um estudo responsável por vincular definitivamente as relações pessoais com o bem-estar físico.

Nesse contexto, problemas como obesidade, pressão sanguínea elevada, doenças cardíacas, acidente vascular, câncer, entre outros, estão diretamente ligados com quantidade de laços sociais que as pessoas desenvolveram na idade precoce.

Quanto mais relações sociais o indivíduo tiver mantido durante a vida, melhor é a sua saúde.

Sobre o estudo das relações pessoais e a saúde individual

A pesquisa foi publicada pelo título Proceeding of the National Academy Sciences e está baseada na longevidade dos adultos quando ligada a suas conexões sociais. 

A professora e cientista responsável, Kathleen Mullan Harris, defende que o tamanho da rede social também tem relação com a saúde na idade adulta precoce e na velhice.

O isolamento social pode acarretar problemas em diversas fases da vida, durante a adolescência, pode aumentar o risco de inflamações na mesma proporção com que jovens sedentários o tem. 

Na velhice, os casos de hipertensão e diabetes são mais prejudicais. 

Nesse panorama, a equipe responsável pelo estudo para chegar ao resultado levou em consideração três dimensões do estudo: a integração social, o suporte social e a tensão social.

Depois foi necessário estudar como as relações pessoais estão associadas com fatores como a pressão sanguínea, a circunferência da cintura, o índice de massa corporal e os níveis de circulação da proteína C-reativa.

A proteína-C reativa (PCR) serve para, basicamente três situações: 

  1. Medir inflamações 
  1. Monitorar inflamações
  1. Para medir indiretamente o risco cardíaco de uma pessoa

Apesar de o estudo traçar uma relação existente entre a quantidade de relações pessoais e tamanho das redes sociais, essas características estão em menor proporção quando relacionada a qualidade dessas relações. 

A análise, então, serve como ressalta para os que médicos e outros profissionais da saúde para comunicar o seu público sobre a importância de criar laços sociais durante nossas vidas para melhorar a saúde. 

Convívio social para uma boa saúde 

Como mencionada, a sociabilidade constitui o ser humano do início ao fim de sua vida. 

Sendo assim, manter relações pessoais com outras pessoas é uma medida necessária para garantir o bem-estar psíquico e também físico. 

De acordo com a Unimed Porto Alegre, o convívio social é uma das dimensões avaliadas pela pesquisa Índice de Bem-estar (IBE). 

Nesse sentido, viver em sociedade nem sempre é fácil, são pessoas diferentes, com jeitos diferentes e princípios diferentes, mas buscar uma harmonização das relações é essencial para o ser humano. 

O indivíduo não consegue viver isolado, pode até tentar, mas a saúde vai começar a sentir a mudança. 

Desse modo, a construção de laços sociais acompanha cada etapa de crescimento da pessoa e a tendência a continuar por toda vida.

Conclusão

Fica evidente a necessidade de encorajar adolescentes, jovens e adultos a construir e manter suas relações pessoais.

O ato de interagir com outras pessoas tem grande influência positiva na vida e na saúde física e emocional do indivíduo.

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